Presidente do Paços admite dificuldades financeiras e abre porta à demissão

Rui Abreu sem rodeios: investidor não apareceu e o futuro do Paços está em aberto

A Assembleia Geral do FC Paços de Ferreira deixou um retrato claro e direto da realidade que o clube atravessa. O presidente Rui Abreu não fugiu às dificuldades e assumiu, perante os sócios, que a situação financeira é cada vez mais delicada, com o passivo a continuar a aumentar.

Durante a sessão, Rui Abreu explicou que existiram contactos e propostas de investidores para a criação de uma SAD, mas nenhuma reuniu as condições consideradas aceitáveis pela direção. Neste momento, garantiu, não há qualquer investidor disponível para avançar.

Perante o falhanço de uma das principais promessas eleitorais, a angariação de um investidor, o presidente Rui Abreu assumiu o falhanço e colocou o lugar à disposição assumindo a responsabilidade e, chegando mesmo a propor que os sócios votassem a sua demissão. Sublinhou, no entanto, que essa solução só faria sentido caso existisse alguém com capacidade para assumir a liderança e com um projeto melhor para o clube.

No plano financeiro, Rui Abreu esclareceu ainda que a venda de Ivan Pavlic rendeu 350 mil euros, enquanto Costinha saiu a custo zero, ficando o Paços com direito a 20 por cento de uma futura transferência.

Apesar das preocupações apresentadas, o relatório e contas da época 2024/2025 mereceu aprovação pela maioria.

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