Vitória esclarecedora coloca Dragões nos oitavos da Liga Europa
Dragões impõem a lei do mais forte e seguem para os oitavos de final da Liga Europa
Num encontro em que os portistas sabiam que só a vitória afastava qualquer cenário de play-off, a equipa de Francesco Farioli respondeu com maturidade, eficácia e uma dose generosa de controlo emocional, mesmo depois de um início inesperado.
Golo sofrido não abalou os dragões
O Rangers entrou sem pressão e aproveitou uma desatenção defensiva da casa para marcar logo aos seis minutos, por intermédio de Djeidi Gassama. O golo silenciou momentaneamente o Dragão, mas serviu também de catalisador para a reação azul e branca.
Com mais posse, maior critério na circulação e pressão alta bem coordenada, o FC Porto foi empurrando os escoceses para trás. O empate surgiu aos 27 minutos, num lance de grande qualidade coletiva, finalizado por Rodrigo Mora, que voltou a justificar o estatuto de uma das grandes revelações da temporada.
Classe, eficácia e conforto antes do intervalo
A reviravolta consumou-se ainda na primeira parte. Um passe longo de Jan Bednarek expôs fragilidades na defesa do Rangers e permitiu a Francisco Moura aparecer em zona de finalização para o 2-1. O terceiro golo chegaria pouco depois, num lance de bola parada, com um desvio infeliz de Emmanuel Fernandez para a própria baliza.
Com 3-1 ao intervalo, o FC Porto ganhou o conforto necessário para gerir o jogo com inteligência.

Na segunda parte o Rangers tentou assumir mais iniciativa, mas esbarrou sempre numa organização defensiva sólida e num FC Porto confortável com o jogo sem bola. Os dragões controlaram o ritmo, fecharam os espaços e evitaram qualquer tipo de precipitação.
Sem conceder oportunidades claras e com o resultado sempre sob controlo, a equipa portista confirmou uma vitória que traduz bem a consistência exibida ao longo da campanha europeia.

Com este triunfo, o FC Porto termina a fase de liga entre os oito primeiros classificados, assegura presença direta nos oitavos de final e evita um calendário ainda mais apertado. Um desfecho que reforça a ideia de que, em 2025/26, os dragões sabem exatamente o que querem e como lá chegar.
Fotografias de Patrícia Barbosa, colaboradora/Liga Amadora TV

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