Paços volta a falhar em casa e continua em zona de descida

O FC Paços de Ferreira e a UD Oliveirense empataram este domingo a zero, em encontro da 24.ª jornada da Liga Portugal 2, num duelo marcado pelo equilíbrio, nervosismo e falta de eficácia nos momentos decisivos.

Num confronto direto entre equipas envolvidas na luta pela manutenção, o Paços assumiu maior protagonismo na primeira parte, criando várias oportunidades claras para inaugurar o marcador. Ricardo Ribeiro destacou-se como figura maior do encontro, ao negar o golo a David Costa (7’), Nuno Cunha (13’) e Miguel Falé (38’), mantendo a baliza da Oliveirense inviolada ao intervalo.
A formação pacense mostrou maior iniciativa ofensiva, com Rafael Vieira, Iuri Moreira e Lumungo também a tentarem a sorte, perante uma Oliveirense mais expectante e com dificuldades em construir no último terço.

Na segunda metade, o ritmo abrandou e o jogo tornou-se mais fragmentado, com maior número de interrupções e menos aproximações perigosas às áreas. Ainda assim, o Paços voltou a estar perto do golo, com Rafael Vieira a acertar no poste, num lance que fez estremecer as bancadas.
Já nos descontos, a Oliveirense teve a oportunidade de sair com os três pontos, após falta de Rafael Vieira sobre Armando Silva na área pacense. No entanto, Bura, chamado à conversão da grande penalidade, atirou por cima da baliza, desperdiçando a melhor ocasião visitante.

O empate acaba por penalizar o Paços de Ferreira pelas oportunidades criadas, mas mantém ambas as equipas pressionadas na classificação. Os pacenses somam agora 24 pontos, igualando o Portimonense em zona de descida direta, enquanto a Oliveirense, com 26 pontos, permanece em posição de play-off, interrompendo uma série de duas derrotas consecutivas.

Num campeonato cada vez mais competitivo na parte inferior da tabela, cada ponto pesa, o Paços precisava de se impor, de demonstrar urgência e ambição. Jogava em casa, frente a um concorrente direto, com a manutenção em jogo. Era um cenário que exigia mais do que controlo de bola — exigia eficácia e autoridade.

O apito final confirmou o empate e trouxe aplausos das bancadas. Um gesto de apoio à equipa, compreensível pela entrega demonstrada. Mas a realidade classificativa não permite ilusões. O Paços precisa do carinho dos seus adeptos, mas também de exigência. Porque numa fase tão decisiva da temporada, empates em casa frente a rivais diretos dificilmente chegam para cumprir o objetivo.

Edição – Liga AmadoraTV

Fotografias de: Patrícia Barbosa colaboradora/Fotografa da Liga Amadora TV
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